Trama Mestra

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Trama Mestra

Mensagem por Avada Kedavra em Sab Jun 18, 2016 7:05 pm


Trama Mestra


•  QUEDA DE PODER •

Sobre seu leito de morte, a figura tombada deu seu ultimo suspiro de vida. O fio prateado foi cortado, e sobre a cama fria, sozinha, afundada dentro de seu enorme quarto perolado e frio, foi deixada somente a carcaça da velha Aretha Martha Trhumph. Os olhos extremamente azuis traziam um leve e acetinado brilho esbranquiçado, o qual havia tomado sua retina, a doença, há tempo, havia arrastado para longe o poder de sua visão, a idade lhe tomou a força do caminhar, e os ombros pesados pelos longos fardos do Ministério da Magia a jogaram contra o muro do cansaço e stress.
Desde que adoecera, fora afastada de suas funções administrativas, entretanto, a impossibilitada Aretha não deixou que o tempo e as tristezas da profunda depressão a afastassem da perfeita administração daquilo que dedicou anos em trabalho. Durante todo o seu mantado como Ministra, governou com punhos de ferro, o Ministério jamais vira tanta força e empenho e voz ativa como a voz de Aretha, a correta. O mundo bruxo cresceu abruptamente, ela, sozinha, praticamente, ergueu todo o ministério restaurando a ordem e a integridade emergindo das cinzas como uma fênix virtuosa. Contudo, nem mesmo uma forte e determinada mulher pode romper o chamado da morte, durante os poucos minutos que lhe restavam de vida, sorriu, entretanto, uma lagrima escorreu. Tinha ela, certeza de ter realizado um excelente trabalho, entretanto, chorou ao perceber que tudo seria destruído.



• VELÓRIO•

As manchetes pipocaram. Aretha, A correta estava morta. Seu decoro fúnebre fora o mais belo dentre todos os demais ministros. Velada em um belíssimo caixão branco revestido com fios de ouro e recoberto de madrepérola, ela descansava, sublime, os cabelos brancos como a neve e a pele imaculada, tranquila, e com um leve tom de tristeza nos lábios. As homenagens prestadas foram singelas e calorosas, lá estavam todos os Ministeriais, ao redor do caixão aguardando, todos vestiam negro, sorrindo por baixo das lágrimas, como verdadeiros abutres que mal podiam se conter em assistir a belíssima partida daquela que deu a vida pela excelência, ansiosos pela luta de poder que se instaurava, ao mesmo tempo que se consolavam, teciam artimanhas para alcançar o posto, agora vago, de Ministro da magia.
Toda Hogwarts estava presente. O diretor, trajando túnicas brancas e amarelas, junto com todo o corpo docente da história. Um pequeno discurso encerrado com lágrimas, de fato, o diretor Ptrelynoum nunca fora tão direto e profundo quanto dessa vez, ele se despedia de uma grande amiga... 
 - “Ninguém, ninguém,... Eu repito ninguém nunca fora tão graciosa, e perfeita. Ninguém fez tanto pela magia, pela educação, pela escola, e pelo mundo bruxo, quanto essa mulher... E sinto, o desencarne de minha querida amiga, marca o inicio do caos.” - 



• TESTAMENTO •

O salão era relativamente pequeno. Ali, se reunia uma pequena, e seleta sociedade a qual aguardava para a leitura do testamento da recém-falecida Ministra da Magia. Enquanto aguardavam a chegada do Oficial do Ministério fora selecionado um tempo, o qual os envolvidos utilizaram como forma de apreço, respeito e recordação das memórias da grande Ministra.
Dentre os convidados, estavam o Diretor de Hogwarts, que trajava as mesmas vestimentas, o que se revelava que a cerimonia de leitura ocorreu mais tarde, naquele mesmo dia. Os ministros se agrupavam como grandes abutres, cochichavam e conversavam, quase não se misturavam com os demais ali presentes. Do outro lado, estavam a família, os parentes próximos, que abriram as portas para o grande evento.
O oficial, então, finalmente chegou. Assentaram-se todos ao redor da mesa marmorizada. O pergaminho foi aberto. E lá dentro, havia um pequeno broche. De aspecto pequeno, o objeto era extremamente antigo, branco, dourado, prateado. Belíssimo. Uma peça quase rara, feita pelos melhores artesões da época, preso a ele, um pequeno bilhete, onde se lia. “Ao caro Diretor Ptrelynoum... Por favor, toque-me, e deixe-me falar”. – O diretor então, ergue a mão, e o tocou. - A voz era lenta, serena, e extremamente firme. No momento em que os lábios foram abertos, todo o salão estremeceu.  



• LEGADO•

   - O Mundo bruxo... Jamais, conheceu tempos de tamanha paz... Jamais experimentaram tanta perfeição. Deixo hoje o mundo dos vivos, e ficam em terra apenas os que dela merecem. Não sou, e nunca fui, uma mulher de implorar, entretanto hoje, imploro por clemencia... Tenham piedade – Apontou o dedo para os Ministros que se empalideceram – Vocês serão os novos responsáveis pela manutenção da paz que eu instaurei, tenham piedade do Ministério, tenham piedade dos Bruxos e Bruxas que deram suas vidas pela perfeição deste mundo. Minha alma não mais habita essa terra, contudo, espíritos perversos tendem a se aproximar e recriar males que jamais foram vistos em todo o mundo. Sejam cautelosos... O mundo mergulhara em uma nova era. De medo. Caos e desespero. Por favor... Não o permitam. –

A boca do diretor se fechou, pigarreou, se sentou, e pediu uma bebida, a engoliu em apenas um gole. As expressões ao seu redor eram de pavor. A noite foi encerrada.
Meses se passaram, e após muita deliberação, um novo ministro finalmente foi escolhido. No ano seguinte, então, o mundo Bruxo entrou em crise.
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